segunda-feira, 5 de maio de 2014

Informações que são básicas e fundamentais para você neste momento da sua vida:


  • Converse com o seu médico e evite levar dúvidas pra casa.

  • Dê preferência a um tratamento que seja multiprofissional.

  • Procure um psicólogo (ou um psico-oncologista). Não deixe seus sentimentos de lado, eles precisam de muita atenção.

  • Visite o dentista antes de começar a quimioterapia.

  • Saiba que altos e baixos podem acontecer. Alguns dias você estará disposto (a), outros não...

  • Respeite suas vontades, mas não deixe de comer. Uma boa dica é você consultar uma nutricionista.

  • Aprenda a pedir e aceitar ajuda.

  • Leia sobre os direitos dos pacientes com câncer.

  • Não deixe de conversar com a sua família. Ela é fundamental neste momento.

  • Se possível, faça exercícios físicos ou exercícios mentais: Leia um livro, ouça uma música que lhe agrada ou assista uma boa comédia.

  • Saiba que você pode ter qualidade na sua vida, mesmo durante o tratamento do câncer
  • Procure realmente se distrair e fazer outras coisas, sempre respeitando os seus novos limites.

Aspectos Gerais e prevenção


Aspectos Gerais


Figura 1 
Fonte: www.sitedobareta.com/colunistas/luiz-padua/o-que-e-cancer-de-mama-15-07-2010
Tamires SilvaAdicionada por Tamires Silva

Conhecido como o tipo de câncer que mais mata as mulheres no Brasil, cerca de 10.000 por ano, o câncer de mama é temido não só pela sua alta taxa de mortalidade, mas também por afetar significativamente o psicológico das mulheres que o possuem. A partir do diagnóstico, grande parte delas passa a ficar insegura quanto à sua aparência e seu desempenho sexual e acaba apresentando uma série de sentimentos bastante variados, tais como ansiedade, tristeza, depressão, raiva, entre outros.
Assim como a mortalidade, a incidência do câncer de mama em mulheres é bastante alta, aproximadamente 1 em cada 9 são diagnosticadas com a doença, que apesar de rara até os 35 anos, mostra-se bastante incidente na população feminina acima dessa faixa etária.
A década de 70 parece ser um marco importante para o câncer de mama, tanto negativa quanto positivamente. Apesar de a incidência ter aumentado de maneira significativa a partir dessa data, devido aos novos hábitos de vida da população em geral, a mortalidade diminuiu cerca de 20%, por causa das novas técnicas de rastreamento e da maior divulgação sobre a importância do diagnóstico precoce.

Sinais e Sintomas


Figura 2 
Fonte: www.superandocancerdemama-virna.blogspot.com
Tamires SilvaAdicionada por Tamires Silva

Apesar de inicialmente o câncer de mama ser caracterizado pela presença de um nódulo no seio, é importante destacar que ele pode não significar a presença da doença, pois grande parte dos nódulos encontrados no tecido mamário são cistos, mas essa diferenciação só pode ser feita a partir de umaavaliação médica. A ausência de nódulos não exclui a possibilidade de haver o câncer, pois nem sempre eles são palpáveis.
Existe uma série de outros sintomas que caracterizam a doença, tais como nódulos palpáveis na axila, alterações no tamanho, na forma e na pele que recobre a região mamária, calor, inchaço, rubor e escamação também nessa região, secreções mamilares, entre outros.
Em primeira instância, a dor não é um sintoma tão característico, pois ela se apresenta, geralmente, nos casos mais avançados da doença.

Fatores de Risco

Assim como os outros tipos de cânceres, o de mama apresenta inúmeros fatores de risco. O histórico familiar é determinante, pois a pré-disposição é maior quando há casos da doença em parentes de primeiro grau, principalmente se essas pessoas desenvolveram o câncer antes dos 50 anos de idade.
Mulheres acima dos 35 anos, que tiveram a primeira menstruação muito cedo, a menopausa muito tarde, que não tiveram filhos ou que engravidaram pela primeira vez depois dos 30 anos também possuem maior pré-disposição a desenvolverem a doença.
O tabagismo, o uso de bebidas alcoólicas, a exposição a radiações ionizantes, o excesso de peso, as reposições hormonais e o câncer de ovário pré-existente também são importantes fatores de risco para o câncer de mama, já quanto aos contraceptivos orais, há controvérsias.

Prevenção



Hábitos de vida saudáveis podem diminuir significativamente as chances de desenvolver o câncer de mama. Estudos revelam que a alimentação saudável, a prática regular de atividade física e o controle do peso diminuem a incidência da doença em 28% da população feminina.

Detecção Precoce

Quando se fala em câncer de mama, bate-se muito na tecla da detecção precoce, mas há indícios de que uma grande parcela da população ainda não sabe a importância que isso tem, já que em 60% dos casos, a doença é detectada já em estágio avançado.
Identificar o tumor no início do seu surgimento representa uma diminuição da mortalidade em 30%, ou seja, quanto antes o diagnóstico for feito, melhores são as chances de sucesso do tratamento.
A detecção precoce é feita a partir de diversos exames preventivosperiódicos:
1. AUTO-EXAME: é o exame de palpação das mamas feito pelas próprias mulheres a partir dos 20 anos, com o intuito de detectar pequenas anormalidades o mais rápido possível e procurar atendimento médico caso elas existam. Apresenta inúmeras controvérsias, primeiro, porque se sabe que isoladamente o auto-exame não detecta precocemente o câncer de mama, pois quando a mulher é capaz de sentir algo, o câncer já está em estágio avançado, e segundo porque a partir dele podem surgir lesões benignas se for feito de maneira agressiva e falsas ilusões, já que a presença de um nódulo pode representar apenas um cisto e a ausência dele não exclui a possibilidade de haver o câncer. Diante disso, o auto-exame deve ser feito corretamente e deve estar associado a outros exames para que o diagnóstico seja confirmado.
2. EXAME CLÍNICO: é o exame de palpação feito pelo médico, o que não exclui a necessidade de associação com outros exames para a confirmação do diagnóstico.
3. MAMOGRAFIA: é um exame bastante simples, feito a partir de um aparelho, como se fosse uma radiografia de mama. O Ministério da Saúde recomenda que a partir dos 40 anos de idade ele seja feito anualmente.
4. ULTRASOM: geralmente é utilizado em mulheres com menos de 35 anos de idade que detectaram alguma massa palpável, pois elas possuem as mamas mais densas e esse tipo de exame facilita a detecção. Assim como os demais, deve ser associado à mamografia para que o diagnóstico seja confirmado.

Recomendações do INCA

Contando com o apoio do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Ministrério da Saúde realizou, em novembro de 2003, a "Oficina de Trabalho para Elaboração de Recomendações ao Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama", a partir da qual foi desenvolvido um documento que contém as principais recomendações sobre os cuidados, a detecção precoce e o tratamento para o câncer de mama. Esse documento, publicado em 2004, preza que:
1. As mulheres tenham amplo acesso à informação com base científica.
2. As mulheres fiquem em alerta para os primeiros sinais e sintomas e diante de qualquer alteração, procurem avaliação médica.
3. O diagnóstico seja dado em até 60 dias para mulheres com nódulo palpável ou outras alterações.
4. Mulheres entre 50 e 69 anos façam mamografia a cada 2 anos.
5. Todo serviço de mamografia participe do Programa de Qualidade em Mamografia.
6. As mulheres busquem saber as formas de prevenção contra o câncer de mama.
7. As mulheres que fazem terapia hormonal sejam acompanhadas rigorosamente.

Quem Procurar

Em caso de suspeita de câncer de mama, uma das principais dúvidas que surge é qual médico procurar. Muitas mulheres procuram um ginecologista, um oncologista ou até mesmo um cirurgião plástico, mas o médico que previne, diagnostica, trata e reabilita os pacientes com doenças de mama em geral é o mastologista. Ele é o especialista mais preparado para escolher o melhor método diagnóstico, o tratamento mais indicado e coordenar todo e qualquer tratamento complementar, como cirurgia plástica, quimio e radioterapia. É importante destacar que o mastologista não atende apenas mulheres, mas também homens, crianças, adolescentes e idosos que possuem alguma doença de mama.

Referências

3. KUMAR V., COTRAN R., ROBBINS S. 2010, Robbins Bases Patológicas das Doenças, A Mama, 8. Ed., cap 23, pág. 1081-1101, Saunders ELSEVIER.

Links Relacionados

1. INCA [1] 
2. Instituto Oncoguia [2] 
3. Instituto Se Toque [3] 
4. Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica [4] 
5. Sociedade Brasileira de Mastologia [5] 
6. Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer [6] 

QUANTA ANSIEDADE!!!!!!!!


Hoje é dia 05 de Maio;

Parece que estou vivendo um pesadelo que eu ainda não consegui acordar, vivo cada minuto cheia de dúvidas, sem saber o que vai acontecer amanhã ou depois. Já não sei mais o que sinto, o que quero, pareço confusa.
Horas me vejo forte, decidida a lutar, e em outras, me vejo frágil, cheia de medos e questionamentos. Não adianta as pessoas dizerem que a medicina esta avançada, que hoje tudo esta mais fácil, não adianta tentarem me tranquilizar, pois é uma sensação única, creio que cada mulher reage de uma forma.

Essa demora entre uma consulta e outra gera uma angustia terrível, ja foram feita as biópsias, ja saiu o resultado e ainda não passei com um médico. Está marcado para o dia 8 de Maio a consulta com o mastologista, oncologista e provavelmente o cirurgião. Só ai ficarei sabendo o que poderá acontecer, pois a cirurgia ja esta agendada para o dia 15 de Maio.

Mas o que será feito primeiro? Farei primeiro a cirurgia? Retirarão as minhas mamas? Farei a quimioterapia antes ou depois da cirurgia? O que acontecerá depois de tudo isso? Como reagirei de retirarem as minhas mamas? Serei forte? Como será se meus cabelos começarem a cair?

São dúvidas que machucam, e o pior é que não tenho respostas, pois eu nunca passei por isso. Não sei o que será de mim nos próximos dias, só escuto falar de pessoas que ja passaram ou que estejam passando por uma situação como essa.

Estar com um câncer dentro de vc é uma sensação ruim, saber que tem uma coisa estranha que a qualquer momento poderá te destruir, é uma luta difícil mas não é impossível, é possível lutar, é possível vencer.

Eu quero viver, não quero perder e não vou perder!!!! Lutarei até o fim e sei que tenho Deus comigo, e se estou calma e tranquila até hoje, é ELE que me acalma! é ELE quem levanta e me fortalece.

POR ISSO, LUTAREI!!!!!!! O CÂNCER NÃO VAI ME DERRUBAR.




MULHERES POR FAVOR, FIQUEM ATENTAS


DIA TRISTE, COM MEDO!


sexta-feira, 2 de maio de 2014

O QUE SINTO, O QUE PENSO.






O QUE SINTO, O QUE PENSO.

O meu sentimento é confuso, sensações se misturam dentro de mim e as vezes não penso nada! Sinto vontade de chorar, e as vezes, vontade de sorrir.

Saber que tenho uma doença leviana, e traiçoeira dentro de mim, me faz arrepiar, é

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Como suportar efeitos colaterais sem remédios:

Como suportar efeitos colaterais sem remédios



Existem muitas formas de se sentir melhor sem

Convivendo com a DOR

Convivendo com a dor (dicas para amenizar a dor e cuidados paliativos)



Ter câncer não significa que você vai sentir dor. Há diversas formas de proporcionar alívio, em caso de dores decorrentes do câncer ou do tratamento.

TIPOS DE CÂNCER DE MAMA

Câncer de Mama

Tipos de Câncer de Mama

Existem diferentes tipos de câncer de mama. Nem todos os cânceres de mama crescem da mesma forma.
Os médicos estudam a amostra de tecido da mama, retirado durante um exame chamado biópsia. A biópsia é a

quarta-feira, 23 de abril de 2014

SINTOMA DO CANCER DE PAGET


doença de Paget  foi descrita pela primeira vez, no ano de 1877, pelo médico Inglês Sir James Paget. Existem dois tipos dessa doença:
Na doença de Paget da mama, estão presentes células malignas no epitélio glandular na papila mamária, causando lesões descamativas ou erosivas no local. 

Pode ou não estar relacionada com carcinoma intramamário.

CANCER DE PAGET

Eosta doença é pouco comum, sendo o primeiro sinal de câncer de mama em apenas 0,5 a 4,3% de tdos os casos. 

Quase sempre ocorre apenas em

CONSULTA COM A PSICOLOGA E COM A ASSISTENTE SOCIAL

PSICÓLOGA VALÉRIA

Hoje fui ao hospital, passei com a psicologa Valéria, pensa em uma pessoa gente boa, muito prestativa e educada. Conversamos bastante, ela me

video 22 de Abril


CONSULTA COM ANESTESISTA 


terça-feira, 22 de abril de 2014

Carcinoma ductal invasor

Carcinoma ductal invasor

     O carcinoma ductal  invasor (CDI) representa 80%a 90% dos carcinomas da mama. Na verdade seu diagnóstico é por exclusão, feito quando a lesão não preenche os critérios diagnósticos para os tipos especiais de carcinoma mamário, sendo classificado como carcinoma ductal infiltrante sem outra especificação (SOE). Os carcinomas ductais de tipo especial (medular, tubular, etc.) compreendem 10 a 20% dos carcinomas invasivos, apresentam melhor prognóstico quando comparados ao CDI-SOE. Para que uma lesão seja classificada como de tipo especial, é necessário que ela seja composta quase que completamente (90% de um tumor) pelas características histológicas do tipo em questão. Quando um carcinoma ductal apresenta apenas pequenos focos de um tipo específico, o tumor continua sendo classificado como CDI-SOE.
    Macroscopicamente, forma um nódulo sólido ou uma área de condensação no parênquima, de coloração acinzentada ou branquicenta, em geral endurecidos, com consistência de pêra verde ao corte (carcinoma cirroso), o que depende da quantidade de fibrose de estroma, da elastose peritumoral e da presença de necrose e de calcificações relativamente grosseiras. As lesões podem ser espiculadas ou circunscritas. Aproximadamente um terço dos carcinomas apresenta margens circunscritas (na mamografia ou na macroscopia), e esses costumam ter melhor prognóstico.
    Histologicamente, o tumor é formado pela proliferação de elementos epiteliais com atipias citológicas relativamente acentuadas, com uma tendência diversa a formar estruturas pseudoglandulares ou semelhantes aos ductos, e com atividade mitótica variável. A avaliação histológica destas características (formação de túbulos, atipias nucleares e índice mitótico) serve para graduar o CDI: bem diferenciado (G1), médio grau de diferenciação (G2) e pouco diferenciado (G3).
     As características citológicas variam muito, podendo ser encontradas desde células pequenas com núcleos homogêneos até células grandes com núcleos irregulares e hipercromáticos. Nas margens da massa tumoral, as células neoplásicas infiltram-se para dentro do estroma e do tecido fibroadiposo e, com freqüência, há uma invasão dos espaços perivasculares e perineurais, bem como dos vasos sangüíneos e linfáticos.
    É freqüente a associação com um componente intraductal (em geral, do mesmo grau) com extensão variável. Denomina-se componente intraductal extenso (CIE) quando este constitui pelo menos 25% de toda área ocupada pela neoplasia, correlacionado com maior ocorrência de recidivas locais após cirurgia conservadora da mama.
    Carcinoma Tubular
     Representa um dos tipos especiais de carcinoma ductal, muito bem diferenciado, constituindo 2% dos carcinomas da mama. Possui bom prognóstico e, para isso, a lesão deve ser constituída por, no mínimo, 75% de elementos característicos; caso contrário, é considerado carcinoma tubular misto. Incidem em mulheres relativamente jovens, entre 44 e 49 anos.
    Geralmente, apresenta-se como tumor pequeno com média de 0,8 cm (em alguns estudos), dificilmente ultrapassando 4 cm. O tumor tem consistência firme-endurecida, com coloração branco-acinzentada e aspecto estrelado ao corte. Histologicamente, a lesão é composta por proliferação de túbulos glandulares, de forma irregular, revestidos por uma única fila de células bem diferenciadas, homogêneas, freqüentemente apresentado secreção apócrina. O estroma adjacente aos túbulos é abundante, fibrótico e com elastose.
     Calcificações são encontradas em 50% dos casos, geralmente no componente intraductal, que pode ser visto em 60 a 80% dos tumores. A freqüência de acometimento de linfonodos axilares é 9% e, quando ocorre, geralmente não mais do que três linfonodos do nível I são positivos. O prognóstico é extremamente favorável.